CURSO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS OBRAS PÚBLICAS
Data: 27/07/2026 a 28/07/2026
DE ACORDO COM A NOVA LEI DE LICITAÇÕES
A contratação de obras públicas e serviços de manutenção predial figura entre os temas mais complexos, sensíveis e estratégicos da gestão pública contemporânea. A correta estruturação dessas contratações exige domínio não apenas dos aspectos técnicos da engenharia, mas também do novo regime jurídico instituído pela Lei nº 14.133/2021, das diretrizes dos órgãos de controle e das melhores práticas de planejamento, fiscalização e gestão contratual. Pequenos equívocos na fase preparatória podem resultar em sobrepreço, paralisações, aditivos indevidos, falhas de execução e responsabilização dos agentes públicos.
Foi justamente para enfrentar esses desafios que foi concebido o curso “Contratação de Obras Públicas e Manutenção Predial, de Acordo com a Nova Lei de Licitações”. Com abordagem prática, atualizada e fortemente aplicada à realidade da Administração Pública, o curso proporcionará aos participantes uma visão abrangente de todas as etapas do ciclo da contratação: planejamento da demanda, estudo técnico preliminar, elaboração do termo de referência e projeto básico, formação de preços, matriz de riscos, licitação, gestão e fiscalização contratual, reequilíbrio econômico-financeiro, medições, recebimento do objeto e responsabilização dos agentes envolvidos.
Além dos fundamentos legais e jurisprudenciais mais recentes, o curso apresentará soluções práticas para problemas recorrentes enfrentados por gestores, fiscais, engenheiros, arquitetos, equipes de planejamento, assessorias jurídicas, órgãos de controle e empresas contratadas. Serão discutidos temas de elevada relevância, como manutenção predial contínua, definição de quantitativos, modelagem de facilities, critérios de pagamento, uso do Sistema de Registro de Preços, riscos contratuais, segregação de funções e os impactos das decisões do Tribunal de Contas da União sobre as contratações de engenharia.
Mais do que um curso, trata-se de uma oportunidade de capacitação estratégica para quem deseja reduzir riscos, aumentar a segurança jurídica das contratações, evitar impropriedades apontadas pelos órgãos de controle e elevar a qualidade dos resultados entregues à sociedade. Em um cenário de crescente profissionalização das contratações públicas, investir em conhecimento técnico e normativo tornou-se um diferencial indispensável para alcançar maior eficiência, economicidade e governança nas obras públicas e nos serviços de manutenção predial.
Membros de comissões de licitação, pregoeiros e membros de equipes de apoio, engenheiros, arquitetos, assessores e procuradores jurídicos, construtores, advogados, fiscais e gestores de contratos, profissionais dos controles interno e externo, e demais agentes públicos envolvidos nos processos de contratação de obras e serviços de engenharia.
Introdução
•Panorama atual da contratação de obras públicas no Brasil
•As principais irregularidades observadas pelo TCU na fiscalização de obras públicas
Planejamento das contratações de obras públicas e serviços de engenharia
•Importância do planejamento e dos estudos preliminares nas contratações de obras.
•Documentos preparatórios: estudo técnico preliminar e termo de referência.
•Conteúdo e abrangência dos projetos básico e executivo.
•Etapas de desenvolvimento do projeto: estudos preliminares, anteprojeto, projeto básico e executivo.
•Responsabilidade técnica pela elaboração, revisão e compatibilização dos projetos.
•Entendimentos do TCU sobre a suficiência e o detalhamento do projeto básico.
•Elaboração concomitante do projeto executivo: riscos e condições de viabilidade.
•Restrições e impedimentos aos autores dos projetos.
•Irregularidades mais frequentes observadas nos projetos nas auditorias de obras.
•Conteúdo mínimo do projeto básico para obras de construção e reforma de edificações
•Responsabilidade de quem elabora e de quem aprova o projeto básico perante os órgãos de controle.
•Possibilidade e procedimentos para alteração do projeto básico durante a execução da obra.
•Uso da inteligência artificial na elaboração dos artefatos de planejamento
•Planejamento integrado e identificação de riscos na fase de projeto.
•Elaboração de matriz de riscos e estratégias de mitigação antes da licitação.
Aspectos Relevantes de Licitação de Obras e Serviços de Engenharia
•Escolha do regime de execução contratual
•Utilização, vantagens e desvantagens dos regimes de empreitada por preço unitário, preço global ou integral
•Quando constatados erros ou omissões de quantitativos é possível celebrar aditivos nas empreitadas por preço global?
•Como definir as etapas/parcelas para pagamento em empreitadas por preço global?
•Nas empreitadas por preço global, a proposta ofertada pela licitante pode apresentar quantidades de serviços diferentes das existentes no orçamento-base da licitação? Como a empresa deve agir se identificar erros de quantitativos nesse orçamento?
•Critérios de julgamento aplicáveis às licitações de obras públicas e serviços de engenharia (menor preço, técnica e preço, maior desconto).
•Utilização de matriz de riscos e de critérios de sustentabilidade nas licitações.
•Estratégias de mitigação de sobrepreço e superfaturamento.
•Habilitação Econômica e Financeira;
•Habilitação Técnica
•Diferenças entre qualificação técnico-operacional e técnico-profissional
•Quais documentos podem ser exigidos para a etapa da habilitação?
•Pode-se exigir atestados de quais serviços? Quais os quantitativos a serem exigidos?
•Análise de exequibilidade das propostas
•Conluio e Restrição ao Caráter Competitivo da Licitação
•Critério de Aceitabilidade de Preços Global e Unitário
•Utilização de orçamento sigiloso, vantagens e desvantagens e sua justificativa.
•Jurisprudência do TCU.
Contratação integrada e semi-integrada
•Justificativa técnica e econômico-financeira da adoção do modelo integrado.
•Definição dos requisitos de desempenho e dos parâmetros de qualidade.
•Formas de precificação dos serviços
•Conteúdo mínimo dos projetos de referência (anteprojeto ou projeto básico).
•Nível de detalhamento técnico exigido do anteprojeto antes da licitação.
•Responsabilidades do contratado pela elaboração e aprovação dos projetos
•Avaliação de metodologias construtivas e soluções inovadoras.
•Principais riscos da contratação integrada
•Fiscalização de contratos integrados: o que muda na rotina do gestor e do fiscal.
•Como acompanhar o desenvolvimento dos projetos executivos.
•Cronograma integrado e mecanismos de verificação de marcos de desempenho.
•Aditamento na contratação integrada.
Fiscalização Contratual
•Diferença entre a gestão e fiscalização contratual
•Atribuições e obrigações do gestor do contrato
•Atribuições e obrigações do fiscal do contrato
•Quem pode ser designado fiscal do contrato? É necessário que o fiscal do contrato seja engenheiro/arquiteto?
•Contratação de empresa supervisora ou de fiscal terceirizado
•Manutenção pela contratada das condições exigidas para habilitação
•Anotações de responsabilidade técnica pela execução da obra
•Ordens de serviço de início e suspensão de serviços
•Medições e Pagamentos
•Documentação a ser exigida pela fiscalização
•A fiscalização pode reter pagamentos no caso de a empresa ficar em situação irregular perante o fisco ou a previdência?
•Como constatar o cumprimento das obrigações trabalhistas pelo contratado?
•Como proceder no caso de serem executados serviços que não atendem às especificações do projeto.
•Preenchimento do diário de obra
•Subcontratação de serviços
Alterações Contratuais
•Limites de Aditamento Contratual
•Metodologia do cálculo do limite de aditamento contratual;
•Alterações qualitativas e quantitativas
•Pressupostos para extrapolação dos limites legais
•Alterações de Objeto
•É possível realizar medições de serviços não contratados antes da celebração do termo aditivo?
•Como o fiscal deve proceder se a alteração contratual demorar demasiadamente?
•Alterações contratuais em contratos celebrados no regime de preço global
•Deve ser mantido o desconto inicial do contrato em relação ao orçamento de referência?
•Prazos Contratuais
•Diferenças dos contratos por escopo dos contratos por prazo determinado
•Prazo de vigência e prazo de execução
•Possibilidade de prorrogação dos prazos contratuais
•Em caso de prorrogação do prazo de execução, devem ser aceitos acréscimos relativos a administração local e manutenção do canteiro?
•Manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato
•Diferença entre reajuste, repactuação e reequilíbrio com exemplos numéricos.
•Reequilíbrio econômico-financeiro
•O Reajuste é obrigatório?
•Data-base do reajuste?
•Reajustes subsequentes
•Reajuste x repactuação
•Reajuste e contratos de duração continuada
•Reajuste por índices simples e por cestas de índices
•Reajustes de serviços executados em atraso.
•Medição de serviços no mês de reajuste
•Indisponibilidade do índice de reajuste
•Reajuste de serviços novos incluídos mediante aditivo
•Procedimentos para cálculo de reequilíbrio decorrente de variações de insumos, encargos trabalhistas e tributos.
•Boas práticas para instrução processual dos pleitos de reequilíbrio.
•Condições e documentos para o recebimento provisório e definitivo
Manutenção Predial
•Conceitos e objetivos da manutenção predial
•Diferença entre manutenção corretiva, preventiva, preditiva e detectiva
•Ciclo de vida das edificações e degradação dos sistemas prediais
•Custos da não manutenção e impactos na disponibilidade da edificação
•Manutenção como instrumento de preservação do patrimônio público
•Aplicação da legislação de licitações às contratações de manutenção predial
•Normas da ABNT aplicáveis à manutenção de edificações
•Planejamento da contratação da manutenção
•Diagnóstico do estado de conservação da edificação
•Estratégias de contratação: posto de trabalho, sob demanda ou facilities
•Sistema de Registro de Preços para manutenção predial
•Vantagens, riscos e limitações de cada modelo
Engenheiro graduado pela Universidade de Brasília. Desde 2004, exerce o cargo de Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, atuando na fiscalização e controle de obras públicas. Participou, como integrante da equipe de auditoria ou como supervisor da fiscalização, de diversas auditorias de obras públicas. Ocupou por três anos o cargo de direção da divisão encarregada da gestão do conhecimento do TCU em auditoria de obras, bem como do desenvolvimento de métodos e procedimentos relativos ao tema. Área também incumbida de auditar os sistemas referenciais de preços da Administração Pública Federal. Dentre outros trabalhos, foi responsável pela elaboração do Roteiro de Auditoria de Obras Públicas do TCU.
Atualmente, exerce a função de Assessor de Ministro do TCU. É autor dos livros “Orçamento e Controle de Preços de Obras Públicas” e “Regime Diferenciado de Contratações Públicas – Aplicado às Licitações e Contratos de Obras Públicas”, publicados pela Editora Pini. Também é coautor dos livros “Pareceres de Engenharia”, publicado pelo Clube dos Autores e Lei Anticorrupção e Temas de Compliance, da Editora Juspodivm.
Hotel Ipê (Av. Ceará, 1834 - Santa Fe, Campo Grande - MS, 79021-000)
Carga Horária: 16 h/a.
Horário: 8h às 12h e 13h30 às 17h30
Incluso: Mochila, blocos de notas, apostila, caneta com marca texto, certificado e coffee break.
. Banco do Brasil: Ag.2936-X c/c:132867-0
Política de cancelamento ou adiamento de inscrições de cursos:
Por Iniciativa da SUPERCIA: o curso poderá ser cancelado ou adiado por falta de quórum ou outras razões, com 24 horas de antecedência da data prevista para seu início.
Por Iniciativa do Participante: O cancelamento deverá ser solicitado até 72 horas de antecedência do início do curso, após este prazo não haverá devolução do valor pago. Há possibilidade de substituição do participante.